Ah que saudade boa
que vontade de viver inúmeras
e maravilhosas tardes como esta...
Lanternas de afogados sobrevoando a esperança
na pureza de um inocente coração que chega aos 18
que descobre a liberdade amadurecendo aos poucos
no vôo leve colorido de ousados balões mágicos
nos ombros dos anjos que rodeiam os passos e espaços
Cabelos secos me brilham e curam os fracos,
cortes feitos na alma, lembranças e carmas
tantas explicações budistas que trago
mantras em transes que afagam e acalmam
E acima do sol vou pintando as estrelas
com as verdades selvagens que me desabrocham
nestas novas cores nestas novas flores
dos sonhos que se materializam em doces cometas
linguagem que toca minha língua em versos suaves
completa, transborda, transcende o inexplicável
e nem no mais belo poema poderei congelá-lo
Incenso me cobre em nuvens tão densas
proteje-me e aquece me abrindo os caminhos
natureza me envolve e me ensina a beleza
meu rítmo eleva (leva) as vibrações que sinto
relativas certezas que absorvo e transmito
Ah quantas saudades mais
e não más vontades tão satisfeitas
a bondade acompanha corações heróicos
poemas amuletos feitos de palavras
minha oração verbais anjos da guarda
imperfeitas rimas subvertem conceitos
virtudes mundanas surpreso respeito
despidas de subterfúgios e máscaras
A saudade é um milagre que rasga o meu peito
minhas lágrimas de pobre moleque mimado
já disseram-me que é como um cais sem porto
longas tranças de cordas sob meus (h)arpejos
é como uma ilha que habita o meu corpo
solidão que há muito não mais me incomoda
não preciso do corpo nem copos de vento
aprendi a pintar polifonias harmônicas
não ancoro o espírito em tantos apegos
só preciso do timbre de um ímpar violino
virtudes que elevem os maduros desejos
conecto-me à alma grandiosa do mundo
o espírito sagrado me derrama o que escrevo
fonte inesgotável das nuvens que bebo
Ah que saudade boa
que vontade de viver inúmeras
e maravilhosas tardes como esta...
Maravilhosas tardes ao lado de mim mesmo!
segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
quinta-feira, 13 de janeiro de 2011
Acordes Sonâmbulos
Ambos dois sonâmbulos se acordam
como acordes que se esbarram e se encantam
entre os sonhos em pedaços de memórias
navegando um oceano inconsciente
amar aberto que trafega em nossas mentes
Amor psíquico doce fluxo incessante
palavras jorram para o alto e não ao vento
pesam as suavidades dos espíritos
nos caminhos onde os anjos nos levantam
e nos guiam lapidando dons sagrados
esculpindo nossas almas as nuvens claras
flutuando-nos acima das estrelas
ilumina e abençoa os corações
com os mais belos e mais nobres sentimentos
nossas mãos com as mais nobres atitudes
e nosso imenso barco agora segue em frente
Corre o fluxo de um reflexo perfeito
um pretérito bem mais que imperfeito
um perplexo ao tocar nas águas turvas
as imagens surreais se derretendo
Enfrentam a fonte dos sonhos mais lúcidos
de onde surgem as palavras que inventam?
Novos templos que buscam novas virtudes
natureza que dissipa um novo tempo...
A doçura da ternura embriagada
água pura, clara e quente que acalma
fraternos anjos brindam sábias almas
multiplicam-se e renovam-se nas asas
de uma imaginação febril e vasta
Acordai enquanto tantos outros dormem
aquarela novas cores nossos sonhos
novo sol na tempestade de uma gota
na magia de nossas boas escolhas
Faremos escolas sem tetos, sem paredes e sem pedras
à margem o curso subvertendo as regras
rimas que vazam sem razões que impedem
médicos, arquitetos, advogados e engenheiros
aprenderem o quanto podem ser poetas
como acordes que se esbarram e se encantam
entre os sonhos em pedaços de memórias
navegando um oceano inconsciente
amar aberto que trafega em nossas mentes
Amor psíquico doce fluxo incessante
palavras jorram para o alto e não ao vento
pesam as suavidades dos espíritos
nos caminhos onde os anjos nos levantam
e nos guiam lapidando dons sagrados
esculpindo nossas almas as nuvens claras
flutuando-nos acima das estrelas
ilumina e abençoa os corações
com os mais belos e mais nobres sentimentos
nossas mãos com as mais nobres atitudes
e nosso imenso barco agora segue em frente
Corre o fluxo de um reflexo perfeito
um pretérito bem mais que imperfeito
um perplexo ao tocar nas águas turvas
as imagens surreais se derretendo
Enfrentam a fonte dos sonhos mais lúcidos
de onde surgem as palavras que inventam?
Novos templos que buscam novas virtudes
natureza que dissipa um novo tempo...
A doçura da ternura embriagada
água pura, clara e quente que acalma
fraternos anjos brindam sábias almas
multiplicam-se e renovam-se nas asas
de uma imaginação febril e vasta
Acordai enquanto tantos outros dormem
aquarela novas cores nossos sonhos
novo sol na tempestade de uma gota
na magia de nossas boas escolhas
Faremos escolas sem tetos, sem paredes e sem pedras
à margem o curso subvertendo as regras
rimas que vazam sem razões que impedem
médicos, arquitetos, advogados e engenheiros
aprenderem o quanto podem ser poetas
![]() |
| Foto retirada do site: http://literaturaeriodejaneiro.blogspot.com/2009_07_01_archive.html |
terça-feira, 4 de janeiro de 2011
Pássaro Raro
Um respeito imenso à natureza
e um gosto extravagante por matar pernilongos
minhas exceções vegetarianas
minhas verdes verdades não são absolutas
e às vezes me solto da gravidade
sem o medo de voar que ancora
mas como sempre volto ao chão pra perguntar:
-O som estava bom pra vocês também?
-Porque o estado em que estava era à Marte!
Dançando equilíbrio nas cordas de acordes
entre a medicina do medo
e a adrenalina da ansiedade e do entusiasmo,
porque será que eu sempre fecho os olhos
nos batuques dos fogos de artifício?
O rítmo me toca tão além das imagens,
protejo os tímpanos em (in) Constantina,
misturando o mais belo caos em meus ouvidos...
Meu corpo vibrando, sou frequência de átomos,
ressonância ancestral de irmãos antigos
vozes que se afunilam em meus dedos
magia que aquece corações amigos
recebo os convites por todos lados
de cores, de plásticos, de supermercados,
coleciono sorrisos, palavras cantadas sem escapatória,
piadas curtas que não cabem em minha memória,
melodias sinfônicas que guardo no peito
como se fossem o pássaro mais raro da história.
Atravesso errante os oceanos do mundo
e encontro os peixes voadores dos meus sonhos
saudade dilacerante me mergulha no silêncio
das férias solitárias em que eu feliz me encontro
pintando os quadros em tecidos guardados
exercíto o dom que ainda não foi me dado
lapidando o meu daltonismo
de dentro pra fora me exponho explícito
às almas do mundo que também dilaceram-me
ao desconhecido medo que me alimenta
às inspirações que ventam em minhas velas.
Meu barco é um poço que não me afunda
meu porto é um cais à minha espera
no calor do meu peito sou fogo,
no suor que escorro sou água,
no carbono que mastigo sou terra,
sou ares nos ventos em que respiro,
me ajoelho e me curvo ante a natureza
que me acolhe em seus braços
e desabrochando em poemas
me absorve e revela.
e um gosto extravagante por matar pernilongos
minhas exceções vegetarianas
minhas verdes verdades não são absolutas
e às vezes me solto da gravidade
sem o medo de voar que ancora
mas como sempre volto ao chão pra perguntar:
-O som estava bom pra vocês também?
-Porque o estado em que estava era à Marte!
Dançando equilíbrio nas cordas de acordes
entre a medicina do medo
e a adrenalina da ansiedade e do entusiasmo,
porque será que eu sempre fecho os olhos
nos batuques dos fogos de artifício?
O rítmo me toca tão além das imagens,
protejo os tímpanos em (in) Constantina,
misturando o mais belo caos em meus ouvidos...
Meu corpo vibrando, sou frequência de átomos,
ressonância ancestral de irmãos antigos
vozes que se afunilam em meus dedos
magia que aquece corações amigos
recebo os convites por todos lados
de cores, de plásticos, de supermercados,
coleciono sorrisos, palavras cantadas sem escapatória,
piadas curtas que não cabem em minha memória,
melodias sinfônicas que guardo no peito
como se fossem o pássaro mais raro da história.
Atravesso errante os oceanos do mundo
e encontro os peixes voadores dos meus sonhos
saudade dilacerante me mergulha no silêncio
das férias solitárias em que eu feliz me encontro
pintando os quadros em tecidos guardados
exercíto o dom que ainda não foi me dado
lapidando o meu daltonismo
de dentro pra fora me exponho explícito
às almas do mundo que também dilaceram-me
ao desconhecido medo que me alimenta
às inspirações que ventam em minhas velas.
Meu barco é um poço que não me afunda
meu porto é um cais à minha espera
no calor do meu peito sou fogo,
no suor que escorro sou água,
no carbono que mastigo sou terra,
sou ares nos ventos em que respiro,
me ajoelho e me curvo ante a natureza
que me acolhe em seus braços
e desabrochando em poemas
me absorve e revela.
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