É tanto amor que o coração explode em lágrimas
Derretendo o frio no calor dos corpos que se abraçam
Beijos sedentos e sadios; palavras sussurradas
Aos delicados pés de ouvido e orelhas furadas que acariciam
Vibramos o mesmo ritmo, nos mesmos passos
Dançando ao som do doce acalanto que cantamos
Cada abraço é a certeza da nossa construção de laços
Inquebrantável são as forças que reafirmam os nossos sonhos
Constante fonte de inspiração e esperança que transpiram
A cada superação dos esforços que já não mais nos cansam
Alcançando as conquistas invisíveis dos nossos dias
Virtudes abstratas escondidas a cada solução encontrada
Nas asas macias de pecados pedaços de anjos feitos de Deus
No dia sagrado em que ungiu e uniu o meu caminho ao seu
E alçando o espírito em um vôo alado ao seu lado eu vou
Sentindo o infinito em um oito deitado um poema presente te dou
Não há o que eu faça que me satisfaça em fazê-la feliz
A matéria do mundo é tão limitada comparada ao amor
Que despertou em meu peito quando li os seus textos
e encontrando a mim mesmo, descobri quem eu sou...
Parabéns pelos 8 meses!!!
Te amo muito minha grande pequena!!!
sexta-feira, 9 de setembro de 2011
quarta-feira, 31 de agosto de 2011
Jane
Jane acreditava que vencer a morte era só não se apegar, que seria bem mais forte se não aprendesse a amar, mas todo o tempo ocioso que pedia trouxe-lhe a reflexão, que na verdade a correria da cidade deu-lhe cicatrizes irrecuperáveis...
Desde cedo aprendeu que ler era a melhor forma de não deixar que ninguém a enganasse, aprendeu que a sabedoria é algo que está muito mais relacionado à sensibilidade do que à razão, porém quando veio a primeira morte de alguém muito próximo à ela, não havia mais razão, nem sabedoria, nem mais nada que a segurasse em segurança, e o acúmulo de tanta informação obtida nos diversos livros que lera a trancaram num casulo em que se torturava como se dissesse à Deus:
"Se o Sr. existe mesmo, venha e transforme a minha vida".
Jane chegou ao fundo do poço, tropeçava nos esqueletos das covas dos leões, nos becos da cidade, conheceu o supremo chefe das sombras do inferno, mas tudo que havia aprendido desde cedo não fora em vão.
Todo carinho e maturidade que absorveu e herdou da mãe foi o suficiente para tirá-la daquela situação, quando viu aquela pequenina luz no fim do túnel, que existe no coração de cada um (mesmo que meio apagada às vezes), chamada esperança, um anjo apareceu-lhe e deu-lhe uma pequena caixa, dentro da caixa havia um papel muito pequenino onde estava escrito:
"Deus está em você, Deus não é você".
Foi aí que enxergou que essa história de Deus era algo muito mais complexo e bem mais sutil do que imaginava, foi aí que Jane se deu conta que toda ciência era inútil se não fosse associada com a sabedoria do espírito, não considerava o milagre da própria abstração que é o pensamento.
E se algo tão abstrato podia ao mesmo tempo ser tão claro e tão sólido, como poderia ter qualquer dúvida da existência Dele.
Desde esse dia, Jane entendeu com o mais profundo de sua alma o que dizia no poema que gostava tanto, "O Guardador de Rebanhos" de Fernando Pessoa, ou Alberto Caeiro:
"Mas se Deus é as árvores e as flores
E os montes e o luar e o sol,
Para que lhe chamo eu Deus?
Chamo-lhe flores e árvores e montes e sol e luar;
Porque, se ele se fez, para eu o ver,
Sol e luar e flores e árvores e montes,
Se ele me aparece como sendo árvores e montes
E luar e sol e flores,
É que ele quer que eu o conheça
Como árvores e montes e flores e luar e sol.
E por isso eu obedeço-lhe,
(Que mais sei eu de Deus que Deus de si próprio?),
Obedeço-lhe a viver, espontaneamente,
Como quem abre os olhos e vê,
E chamo-lhe luar e sol e flores e árvores e montes,
E amo-o sem pensar nele,
E penso-o vendo e ouvindo,
E ando com ele a toda a hora."
Jane só tinha 14 anos,
mas foi preciso trocar o seu nome para um nome feminino,
para que ela, dentro dele, se reconhecesse com maior facilidade...
Felicidades para você Jane, você já superou uma fase importantíssima.
Mas ainda há um longo caminho pela frente,
cheio de conquistas, vitórias, novos desafios, novos tropeços...
Mas agora você não teme né Jane,
pois já encontrou a fonte das suas virtudes e das suas derrotas,
basta apenas meditar e agir conforme suas escolhas.
Desde cedo aprendeu que ler era a melhor forma de não deixar que ninguém a enganasse, aprendeu que a sabedoria é algo que está muito mais relacionado à sensibilidade do que à razão, porém quando veio a primeira morte de alguém muito próximo à ela, não havia mais razão, nem sabedoria, nem mais nada que a segurasse em segurança, e o acúmulo de tanta informação obtida nos diversos livros que lera a trancaram num casulo em que se torturava como se dissesse à Deus:
"Se o Sr. existe mesmo, venha e transforme a minha vida".
Jane chegou ao fundo do poço, tropeçava nos esqueletos das covas dos leões, nos becos da cidade, conheceu o supremo chefe das sombras do inferno, mas tudo que havia aprendido desde cedo não fora em vão.
Todo carinho e maturidade que absorveu e herdou da mãe foi o suficiente para tirá-la daquela situação, quando viu aquela pequenina luz no fim do túnel, que existe no coração de cada um (mesmo que meio apagada às vezes), chamada esperança, um anjo apareceu-lhe e deu-lhe uma pequena caixa, dentro da caixa havia um papel muito pequenino onde estava escrito:
"Deus está em você, Deus não é você".
Foi aí que enxergou que essa história de Deus era algo muito mais complexo e bem mais sutil do que imaginava, foi aí que Jane se deu conta que toda ciência era inútil se não fosse associada com a sabedoria do espírito, não considerava o milagre da própria abstração que é o pensamento.
E se algo tão abstrato podia ao mesmo tempo ser tão claro e tão sólido, como poderia ter qualquer dúvida da existência Dele.
Desde esse dia, Jane entendeu com o mais profundo de sua alma o que dizia no poema que gostava tanto, "O Guardador de Rebanhos" de Fernando Pessoa, ou Alberto Caeiro:
"Mas se Deus é as árvores e as flores
E os montes e o luar e o sol,
Para que lhe chamo eu Deus?
Chamo-lhe flores e árvores e montes e sol e luar;
Porque, se ele se fez, para eu o ver,
Sol e luar e flores e árvores e montes,
Se ele me aparece como sendo árvores e montes
E luar e sol e flores,
É que ele quer que eu o conheça
Como árvores e montes e flores e luar e sol.
E por isso eu obedeço-lhe,
(Que mais sei eu de Deus que Deus de si próprio?),
Obedeço-lhe a viver, espontaneamente,
Como quem abre os olhos e vê,
E chamo-lhe luar e sol e flores e árvores e montes,
E amo-o sem pensar nele,
E penso-o vendo e ouvindo,
E ando com ele a toda a hora."
Jane só tinha 14 anos,
mas foi preciso trocar o seu nome para um nome feminino,
para que ela, dentro dele, se reconhecesse com maior facilidade...
Felicidades para você Jane, você já superou uma fase importantíssima.
Mas ainda há um longo caminho pela frente,
cheio de conquistas, vitórias, novos desafios, novos tropeços...
Mas agora você não teme né Jane,
pois já encontrou a fonte das suas virtudes e das suas derrotas,
basta apenas meditar e agir conforme suas escolhas.
quarta-feira, 24 de agosto de 2011
Cachoeirarcoíris
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