No açoite
de um coice
a morte
com a foice
foi-se
com a sorte
no galope
da arte
segunda-feira, 27 de junho de 2011
sexta-feira, 10 de junho de 2011
Divina Luz Eterna ou O 5º Elemento
Aqueles que apenas olham para trás
Se transformam em pedra, ou em âncora
Aqueles que apenas olham para frente
Se transformam em águia, ou água corrente
Aqueles que apenas olham para o céu
Se transformam em vento, ou em ares
Aqueles que apenas olham para baixo
Se transformam em terra, ou capacho
Aqueles que olham sem vícios para todos os lados
São como o fogo derretendo o carbono,
Virando fumaça, e deliberadamente fervendo a água...
Vapores que me inspiram...
Minha árvore de retratos proféticos do passado
Nenhuma folha qualquer cai sem respeito
Nem uma palavra a mais por descuido
Uma nova fase, um novo ciclo
Frases soltas jamais ao sabor do vento
Já não me aflige mais o medo da perda
A cada segundo tudo se perde e se reconquista
e o que fica é o que verdadeiramente se valoriza
Confiança no Pai e na Mãe Natureza
Anjos que me amimam com as suas certezas
Dama de Preto que dá sentido à minha vida
Negros cabelos que aquecem meus dedos
Em cada mínimo detalhe de beleza escondida
Mundo abstrato que floresce em meus olhos
Não há mais espaço para velhos rumores
Meus braços te afagam e protegem o carinho
Mãos que te aquecem e acalmam seus nervos
Grandioso e Divino Amor que transcende imaculado
Castas de vastos e longínquos horizontes
Nosso Amor é a semente da árvore da vida
(não olha apenas para trás)
Nosso Amor é a delicada delícia do gosto púrpura
(não olha apenas para frente)
Nosso Amor é o ar de uma música eterna
(não olha apenas para o céu)
Nosso Amor é o infinito calor que não mais se apaga
(Abençoada Onisciência, Onipotência e Onipresença).
Se transformam em pedra, ou em âncora
Aqueles que apenas olham para frente
Se transformam em águia, ou água corrente
Aqueles que apenas olham para o céu
Se transformam em vento, ou em ares
Aqueles que apenas olham para baixo
Se transformam em terra, ou capacho
Aqueles que olham sem vícios para todos os lados
São como o fogo derretendo o carbono,
Virando fumaça, e deliberadamente fervendo a água...
Vapores que me inspiram...
Minha árvore de retratos proféticos do passado
Nenhuma folha qualquer cai sem respeito
Nem uma palavra a mais por descuido
Uma nova fase, um novo ciclo
Frases soltas jamais ao sabor do vento
Já não me aflige mais o medo da perda
A cada segundo tudo se perde e se reconquista
e o que fica é o que verdadeiramente se valoriza
Confiança no Pai e na Mãe Natureza
Anjos que me amimam com as suas certezas
Dama de Preto que dá sentido à minha vida
Negros cabelos que aquecem meus dedos
Em cada mínimo detalhe de beleza escondida
Mundo abstrato que floresce em meus olhos
Não há mais espaço para velhos rumores
Meus braços te afagam e protegem o carinho
Mãos que te aquecem e acalmam seus nervos
Grandioso e Divino Amor que transcende imaculado
Castas de vastos e longínquos horizontes
Nosso Amor é a semente da árvore da vida
(não olha apenas para trás)
Nosso Amor é a delicada delícia do gosto púrpura
(não olha apenas para frente)
Nosso Amor é o ar de uma música eterna
(não olha apenas para o céu)
Nosso Amor é o infinito calor que não mais se apaga
(Abençoada Onisciência, Onipotência e Onipresença).
sexta-feira, 27 de maio de 2011
O Processo
Envelhecer é difícil.
Nem tanto.
Quando se deixa apenas o sopro de vida
esvair-se com o tempo.
Difícil mesmo é manter a ternura
ardendo no peito.
As desilusões vão tomando conta do olhar
como um glaucoma que nos faz acreditar
não podermos mais acreditar
em nossos mais belos sonhos.
Difícil é quando se sabe já não ter mais
a vida inteira pela frente
e pior ainda quando perdemos a capacidade
de rir dos nossos próprios erros
de olhar palidamente para a nossa imensa imperfeição meliante.
Quando já não chegamos mais a inspirar a fumaça
da fonte das palavras como antigamente,
abrindo tanto os ouvidos que de certa forma os cerram
abrindo tantas pupilas que dessa mesma luz nos cegam...
...mas é aí que nesse exato momento me vem o seu castanho e meigo olhar
e eu já não me preocupo mais com tudo que tem tomado tanto o meu tempo...
Nem tanto.
Quando se deixa apenas o sopro de vida
esvair-se com o tempo.
Difícil mesmo é manter a ternura
ardendo no peito.
As desilusões vão tomando conta do olhar
como um glaucoma que nos faz acreditar
não podermos mais acreditar
em nossos mais belos sonhos.
Difícil é quando se sabe já não ter mais
a vida inteira pela frente
e pior ainda quando perdemos a capacidade
de rir dos nossos próprios erros
de olhar palidamente para a nossa imensa imperfeição meliante.
Quando já não chegamos mais a inspirar a fumaça
da fonte das palavras como antigamente,
abrindo tanto os ouvidos que de certa forma os cerram
abrindo tantas pupilas que dessa mesma luz nos cegam...
...mas é aí que nesse exato momento me vem o seu castanho e meigo olhar
e eu já não me preocupo mais com tudo que tem tomado tanto o meu tempo...
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